quarta-feira, 9 de junho de 2010

"A BALADA DA MARGEM SUL" NO BLOGUE "PRÓ-ÁFRICA"

No dia 17 de Abril, no teatro A Barraca, pôde-se assistir a mais uma peça A Balada da Margem Sul. Foi um momento delirante para todos que puderam assistir à arrogância e à tensão existentes entre dois grupos totalmente distintos nos seus fundamentos, mas semelhantes na forma de se organizarem em torno de ideias falaciosas e marcadas por valores depreciativos. Poderia evidenciar a intenção e a mensagem que Hélder Costa pretendeu dar nesta versão mais actualizada e urbana de Romeu & Julieta, mas preferi transferir para algumas palavras o que esta peça me provocou, se bem que nem sei se consigo transcrever o que senti!
Pois bem…. Senti raiva, senti que vivemos num mundo hipócrita, onde cada vez os poderosos, os tubarões ganham mais força, onde os mais fracos cada vez mais tem menos espaço para reflectir, para pensar e tomar uma posição crítica, pois tudo gira em torno do grande flagelo que é o capitalismo voraz que tende a engolir todos os grupos mais vulneráveis: os precários! E falar em precários é mais correcto, pois particularizar é deixar meio mundo de fora!

A Balada da Margem Sul acabou por ser uma sinopse que espelhou de tudo um pouco. Desde os Skin-heads e os gangs enraivecidos, até às famílias humildes e com valores (que tendem a perecer) e os amigos do bairro. E como se não bastasse, espelhou bem a mensagem de que há interesses por parte do governo em gerar o conflito, a instabilidade e eu diria até o Caos! Pois é no Caos, onde alguns sedimentam os seus lugares e onde outros aproveitam para dizer que defendem um mundo com lugar para todos!

Quem nos representa com uma nova Mensagem? Quem reconhece um líder da nova Mensagem? Alguém acredita nisto?

Carla Santos

3 MESES EM CENA NO TEATRO CINEARTE-A BARRACA

"A BALADA DA MARGEM SUL" esteve em cena até ao dia 16 de Maio passado, no Teatro Cinearte-A Barraca, completando 3 meses de representações com boa afluência de público. O espectáculo encontra-se agora disponível para digressão.

terça-feira, 4 de maio de 2010

"A BALADA DA MARGEM SUL" em ALCÁCER DO SAL

Promovido pelo IPJ de Setúbal e Évora e apoiado pelo ACIDC e Governo Civil de Setúbal, realizou-se um espectáculo de "A BALADA DA MARGEM SUL" no dia
11 DE MAIO - 16 H. no CENTRO CULTURAL DE ALCÁCER DO SAL .

Da autoria de Hélder Costa, e em cena desde 18 de Fevereiro na Companhia de Teatro a Barraca, “A Balada da Margem Sul” foi exibida no passado dia 11, no Auditório Municipal de Alcácer do Sal, para mais de 200 alunos da Escola Secundária de Alcácer do Sal.
A peça, com banda sonora de Jorge Palma, é uma possível versão contemporânea de um dos pontos altos da dramaturgia universal (Romeu e Julieta), que retrata o amor entre um skin-head e uma negra, os conflitos inter‐rácicos e desencontro entre o sonho, a esperança e o fatalismo trágico.
No primeiro dia de exibição da peça do Distrito, Cláudia Louzada, Adjunta do Governador Civil, dirigiu-se aos alunos de Alcácer do Sal, explicando que é preciso compreender a realidade para aceitá-la.
“Este ano, na União Europeia, estamos a festejar o Ano Europeu Luta Contra a Pobreza e a Exclusão Social e esse é um dos motivos pela qual esta peça é importante, para definirmos a nossa presença, o nosso contributo para a sociedade. É uma oportunidade de reflectirmos sobre este tema e sobre os nossos comportamentos”, afirmou.
Abordando os problemas da miséria, da guerra e do racismo, Hélder Costa incentivou os jovens a criarem o seu próprio mundo.
“É importante vocês criarem o vosso mundo, estudarem a sério, trabalharem a sério e serem cada vez melhores”, disse.

Notícia publicada em http://www.gov-civil-setubal.pt/noticia.php?cod=4BF18298EAE9E

O que dizem de nós - 5

Le Monde Diplomatique

A balada da Margem Sul
por Maria João Sequeira



Discutir e pensar o racismo na actualidade é o que nos propõe Hélder Costa com a sua mais recente produção, A Balada da Margem Sul. Um espectáculo com música de Jorge Palma, que está em cena no Teatro Cinearte – A Barraca até meados de Maio.

Em A Balada da Margem Sul, Hélder Costa inspira-se no quotidiano dos bairros pobres e marginais da Margem Sul do Tejo e encena um espectáculo que faz lembrar West Side Story. Logo ao início descobrimos dois quadros de cena distintos, assim diferenciados pelo lugar que ocupam as personagens no palco, pelo jogo de luzes e pela banda sonora. De um lado, um grupo de skinheads, que, ao comando de um líder anónimo, declara a caça ao negro. Do outro lado, a comunidade negra, que se revolta quando os skins matam um dos seus após uma festa. A partir deste incidente, jovens negros declaram guerra aberta contra os brancos.

Conceitos como o outro, o racismo, a violência, a pobreza e a marginalidade constituem o ponto de partida para reflectir sobre as consequências de uma sociedade desigual, que discrimina as minorias e provoca o ódio entre pessoas cuja única diferença está na cor da pele.

O meio do palco é a linha divisória e o lugar do confronto e das lutas entre os grupos rivais. É também a praça pública o espaço privilegiado para as cenas e danças colectivas nas quais as diferentes personagens da sociedade contemporânea e multicultural coabitam. Ao canto esquerdo surge-nos o cabeleireiro onde trabalha a protagonista Leonor, local onde se dá um encontro inesperado com o amor, com a igualdade e a beleza.

No centro do enredo surge o romance proibido entre o skinhead Pedro (Sérgio Moras) e a negra Leonor (Ciomara Morais), tão bem ilustrado pela canção que ambos interpretam e cujo refrão aqui transcrevemos:

«Venham raios e trovões.

Tempestades, furacões

Que eu não desisto

Porque eu não resisto ao amor

Contigo a meu lado

A vida é um parto sem dor»


Como Romeu e Julieta, de Shakespeare, este casal de jovens vive um amor inaceitável por parte dos seus grupos de pertença. Decidem partir, mas antes de o fazerem tentam a reconciliação entre os dois bandos rivais. São assassinados.

Também como em Romeu e Julieta é a morte dos dois jovens amantes que une as famílias enlutadas num apelo conjunto à paz, à tolerância e ao respeito pela diferença e pelo outro. A mensagem final, ou a moral da história, é transmitida pelos versos de Jorge Palma no final do espectáculo: «Imperdoável é não perdoar».

quinta-feira, 29 de abril de 2010

A "BALADA NA MARGEM SUL" NO 10º FOLIA - LOUSADA

Na passada terça-feira, 27 de Abril participámos no 10º FOLIA - FESTIVAL DE ARTES DO ESPECTÁCULO, no Auditório Municipal de Lousada.
Com uma sala completamente lotada, o espectáculo foi aplaudido de pé por mais de 200 espectadores.

Imagens de cena





de Luís Rocha - MEF

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O que dizem de nós - 4

Página do Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Cultural
http://www.acidi.gov.pt/modules.php?name=News&file=article&sid=3212


Peça de teatro ''A Balada da Margem Sul
Publicado em 26-03-2010
Tema: Notícias

O Ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, acompanhado da Alta Comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural, Rosário Farmhouse, assistiram ontem (25 Março), pelas 21h30 à peça de teatro “ A Balada da Margem Sul”, no teatro a Barraca.



O espectáculo, da autoria do encenador Hélder Costa e com música de Jorge Palma, aborda a forte tensão entre comunidades opostas e rivais da margem sul do Tejo, que se vêem confrontadas com o amor que nasce entre um skin-head e uma negra.

A peça retrata, assim, a aproximação entre os dois grupos pela via do amor que nasce entre o casal de jovens, constituindo, por isso um forte exemplo de sensibilização contra o racismo, e mostrando que o encontro entre comunidades rivais, afinal, é possível.

O que dizem de nós - 3

SAPO NOTÌCIAS ANGOLA
http://noticias.sapo.ao/info/artigo/1054931.html


Entre o ódio e o amor: surge a "Balada da Margem Sul"

27 de Março de 2010, 07:04

Uma história sobre um amor proibido, um lugar comum, um Romeu e Julieta dos nossos tempos é o espectáculo de teatro musical em cena, "A Balada da Margem Sul", no Teatro Cinearte da Barraca, em Lisboa.


Envolto no racismo, conta a história de duas comunidades opostas, rivais, mas com princípios sectários e dogmáticos semelhantes, que se vêem confrontadas com o amor impossível entre um skin-head e uma negra.

“É uma mensagem que estamos a passar às pessoas. É bom que elas vejam que o racismo não terminou.”, salienta o actor Fabrizio Quissanga.

No palco da Balada existe uma nítida linha divisória. De um lado temos os negros, do outro, os skin-heads. Ambos os grupos vivem num ambiente de desemprego e descrença no futuro. A linha divisória é o território de confronto. Com o desenrolar da história percebemos que o ódio entre as comunidades vai para além do racismo e que é uma luta de classes.

“Antes não conhecia o lado do negócio do racismo…“ comenta o actor Carlos Paca explicando que tudo acaba por ser um jogo de interesses.

No caso da representação, Carlos Paca explica que o mercado português é pequeno, o que faz com que a oferta seja pouca. Contudo, o actor sente-se indignado quando dizem que não há papéis para negros e pergunta “o que é um papel para um actor negro?”

“Nós vivemos num país que ainda não está preparado para integrar toda gente. As histórias que existem são histórias deles.”, salienta Carlos.

O actor indica que existe muita procura de actores loiros de olhos azuis para as telenovelas, o que não corresponde à realidade portuguesa, pois a maioria dos portugueses têm cabelo preto, olhos escuros e pele morena.

Deste modo, a indústria das telenovelas acaba por ser um ciclo fechado, girando à volta daquele estereótipo de beleza. “Se tivesse um núcleo de negros nas novelas, elas tinham mais audiência, devido aos emigrantes” acrescenta Paca.

“Tem a ver com o mercado”, explica, “ mas agora está acontecer o inverso da moeda. Está a haver uma procura muito grande de actores angolanos. O que é que acontece aos outros actores que não são angolanos? Mesmo trabalhos para Angola exigem que sejam angolanos.”

Os actores encontram-se satisfeitos com a aceitação do público, tanto portugueses, como africanos têm reagido de forma positiva à peça. O desafio maior será agora colocado com o arranque da digressão por Portugal, visto que “Lisboa é multicultural, as pessoas são mais abertas, no interior, já não sabemos…”

@Ana Oliveira
SAPO AO

quarta-feira, 7 de abril de 2010

DELEGAÇÃO DO ESTADO DE MATO GROSSO VISITA A BARRACA E ASSISTE A "A BALADA DA MARGEM SUL"

No dia 6 de Abril A BARRACA efectou um espectáculo especial de A BALADA DA MARGEM SUL em honra à delegação do Estado de Mato Grosso - Brasil, constituída entre outros pelo Secretário Estadual da Cultura e o Director Superintendente Estadual do SEBRAE. A esta sessão especial estiveram também presentes a nossa Ministra da Educação, a Secretaria de Estado da Cultura, a Fundação Calouste Gulbenkien, a Junta de Freguesia de Santos-o-Velho, a Associação ETNIA e diversas organizações sociais.
No final do espectáculo e depois de uma breve apresentação feita pelo director de A BARRACA, Helder Costa, o representante da Delegação de Mato Grosso agradeceu a amabilidade do convite e entre elogios ao espectáculo que acabava de assistir trocou lembranças com o director da companhia.
Antes do final desta pequena cerimónia falou ainda Mário Alves, da Associação ETNIA, explicando aos presentes a razão da estada da Delegação do Estado do Mato Grosso no nosso país, que se prende com a apresentação pública do projecto "Mato Grosso no Circulo Cultural Lusófono" que a par das inaugurações das exposições "Cores do Pantanal" e "Cores e Sensações" foi apresentado no dia 7 de Abril no Espaço Santa Catarina.

quinta-feira, 18 de março de 2010

A Balada da Margem Sul nas Comemorações do 36º Aniversário do 25 Abril

No âmbito das Comemorações do 36º aniversário do 25 de Abril e no ano em que se comemora o centenário da República a Associação 25 de Abril a convite da RTP, vai produzir no próximo dia 15 de Abril de 2010, no Coliseu de Lisboa, às 21h.30m. uma Gala que pretende homenagear a Mulher Portuguesa através de mulheres ligadas às mais diversas actividades, sociais, politicas, artisticas e culturais.
A BARRACA foi convidada para apresentar, nesta Gala, excertos do seu último trabalho A BALADA DA MARGEM SUL.
O espectáculo que será apresentado por Júlio Isidro e Silvia Alberto, é transmitido na RTP na noite de 25 de Abril.

domingo, 14 de março de 2010

Video de Promoção | Autor: Fernando Cardoso (Nani)

O que dizem de nós - 2

PÚBLICO: Edição Impressa
13 de Março de 2010


Romeu e Julieta da Margem Sul

O racismo, ponto de partida para uma peça mordaz sobre a luta de classes, é o tema do musical em cena na Barraca, com canções de Jorge Palma.
A Balada da Margem Sul

De Hélder Costa, Jorge Palma. Encenação de Helder Costa. Com Sérgio Moras, Ciomara Morais, Adérito Lopes,entre outros .

A descrença nos valores universais transformou os homens numa amálgama inconstante, sem objectivos, com uma ideia pouco definida do futuro. Um sentimento de rancor e vingança une as pessoas. A aniquilação do "outro", o inimigo, é a única solução para uma vida sem problemas. O racismo, a mais evidente forma de olhar o outro, serve apenas para disfarçar a luta de classes.
É este o ponto de partida de "A Balada da Margem Sul". Hélder Costa, encenador e autor do texto em cena no Teatro Cinearte, da Barraca, escreveu uma história sobre problemas reais. "Tinha esta ideia há muitos anos, é preciso falar do racismo e dos conflitos modernos".
"A Balada" passa-se num bairro da margem sul do Tejo, onde as tensões são constantes. O desemprego é a principal causa dos conflitos.As comunidades rivais têm o único intuito de se eliminarem umas às outras. Os grupos mais activos são os skinheads e os negros marginais. Os princípios são diferentes, mas o ódio às outras comunidades é igual. Estas duas minorias "estão juntas no inimigo", diz o encenador. "A Balada" quer ser um retrato do mundo de hoje: "Os Talibãs e o Bush são iguais: ambos querem matar o outro, e por isso é que Obama está com tantos problemas. Isso torna a peça actual".
Na peça, os princípios de cada minoria são abalados com o romance que nasce entre Pedro, um skinhead (Sérgio Moras), e Leonor, uma negra (Ciomara Morais). Esta pode ser uma versão moderna do clássico de Shakespeare "Romeu e Julieta", e dos grandes temas da humanidade que o teatro sempre soube sintetizar: amores contrariados, conflitos entre raças, sonhos, fatalismos.
"A Balada da Margem Sul" destina-se por isso aos mais novos. "Os jovens são a faixa etária mais vulnerável, mais susceptível de se deixar corromper por ódios e divergências", aponta o encenador. Por isso também o elenco é constituído por jovens actores. "Já não tenho a ambição de salvar o mundo", confessa Hélder Costa, mas "é um enorme prazer quando os jovens que vêm ver a peça debatem estes temas. Falam da sua vida, até dizem que querem criar grupos de teatro nos seus bairros". É essa a função da peça: "Deixar as pessoas alerta".
O cenário é minimal, mas um intrincado jogo de luzes e som identifica o ambiente onde a peça tem lugar. "Gosto do espaço vazio. O actor é a chave do teatro, ele é que passa a mensagem, por isso acaba por se perder no meio dos cenários quando eles são muito complicados", justifica Hélder Costa. A música, por sua vez, é parte fundamental do espectáculo é a música. As canções, da autoria de Jorge Palma, são cantadas pelos actores e as letras transmitem a moral da peça. "Já há muito tempo que o Palma queria trabalhar com A Barraca. E esta era uma peça mesmo boa para ele. Pedi-lhe para escrever sobre isto, isto e isto. E ele fez este trabalho maravilhoso. Está tudo muito claro nas canções".

Para Hélder Costa, "a Europa está numa situação desgraçada, e o respeito por si próprio é fundamental". Por isso é que "A Balada da Margem Sul" faz "sentido agora: porque o teatro é a grande arma. É indiscutível, não há outra".

Clara Campanilha

sábado, 13 de março de 2010

A Balada da Margem Sul na Televisão Pública de Angola

O que dizem de nós

A BALADA DA MARGEM SUL

Helder Costa considera a peça como uma versão moderna da dramaturgia universal, referindo Romeu e Julieta. Eu prefiro considerá-la uma adaptação do musical West Side Story a uma história do outro lado do Tejo, em que os porto-riquenhos são jovens negros em luta contra skin-heads e a música de Leonard Bernstein é substituída pela de Jorge Palma. Com influências ainda do rap e de Michael Jackson.

Pedro (Sérgio Moras), um dos skin-heads, apaixona-se por Leonor (Ciomara Morais), negra e cabeleireira. Mas, antes, participara na morte do irmão dela. Isabel (Patrícia Adão Mendes), modista, é irmã dele e amiga dela. O grupo dos skin-heads acaba por gerar um grupo de radicais negros, que apelam igualmente à destruição. Isto num ambiente de desemprego e evidente muito tempo livre nos jovens da margem sul do rio.

O palco contém uma nítida linha divisória. de um lado, o quarto caserna do skin-head, num plano mais alto e distante, e a sala de cabelereira e casa de Leonor, mais perto da boca de cena. Do outro lado, o local da festa, do baile e do espaço de jogo de cartas dos negros mais velhos. A linha divisória é território de confronto e local por onde passam os mortos das lutas entre os dois grupos raciais. O palco enche-se todo quando há cenas de escola e de espaço público. Muito bonita a encenação deste espaço público, como se fosse uma praça, onde a população passa, do jovem executivo à mulher-estátua, ao jardineiro, à rapariga que busca namorado e ao que rouba as esmolas ao cantor de rua, com um grande colorido e animação. Também gostei do quadro dos negros velhos a jogarem às cartas. Igualmente bem construídos os quadros de endoutrinação dos skin-heads, manifesto mais político da peça de Helder Costa.

A sala do teatro Barraca é pequena, o que permite aos espectadores estarem quase face a face com os actores, percepcionando melhor os seus gestos, as suas emoções. Destaco o papel das personagens de Pedro e Leonor por actores já conhecidos: Sérgio Moras já participa há anos nas peças da Barraca, Ciomara Morais começou a sua carreira nos Morangos com Açúcar.

ver aqui http://industrias-culturais.blogspot.com/2010/03/balada-da-margem-sul.html

sábado, 6 de março de 2010

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Motivação

No meu trabalho de escrita e direcção de peças de teatro procuro sempre temas que tentem lançar discussão e polémica sobre as contradições da sociedade em que vivemos.
È o caso da peça que está em ansaios com estreia prevista para este mês de Fevereiro. Será um musical com canções de Jorge Palma.

A Balada da Margem Sul

O ódio anda a solta nas grandes metrópoles.
A necessidade, a insegurança, o futuro sombrio transformaram o homem - e principalmente a juventude - numa massa irregular, inconstante e suicidária.
Os bandos, cada vez mais frequentes e maiores, criam-se não por solidariadade ou afectividade, mas por obediência a um espirito de guerra, de agressão. Trata-se de excluir e marginalizar o outro e acredita-se que a morte do adversário/inimigo é a garantia da vida própria e do futuro sem manchas.
O pano de fundo mais evidente de toda esta linha doutrinária é o racismo.
Nada mais fácil que identificar a diferença pela cor da pele. Apesar de essa pele diferente deixar de ser importante quando o seu portador for milionário ou alta figura social - o que prova muito claramente que, no fundo, o racismo não passa de uma mistificação e de um embuste que mascára a derradeira verdade - a continuidade ad eternum ? da luta de classes.

Helder Costa

Espectáculo de Helder Costa com música de Jorge Palma

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA

Espectáculo de Helder Costa
Canções de Jorge Palma

Coreografias: Célia Alturas
Movimento, Lutas, Vídeo e Making of: Fernando Cardoso (Nani)
Apoio de Lutas: José Reis e Chullage
Vozes: Paulo Serafim
Guarda-Roupa: Rita Fernandes e Ruben Santos
Costureira: Inna Siryk
Adereços: Luis Thomar
Sonoplastia: Ricardo Santos
Luminotecnia: Fernando Belo
Recolha de som e vídeo: José Carlos Pontes
Relações Públicas e Produção: Elsa Lourenço e Inês Aboim
Assistente de Produção: Inês Costa
Secretariado: Maria Navarro
Fotografias: Luís Rocha e Tânia Araújo - Movimento de Expressão Fotográfico (MEF)
Fotografia de Cartaz: Miguel Claro

Elenco:
Sérgio Moras – skin Pedro
Ciomara Morais – Leonor
Adérito Lopes – skin, padre, aluno
Pedro Borges – skin Carlos
Rita Fernandes – mãe e freira
Ady Batista – Sónia, Betty, Feiticeira
Carlos Paca – João, aluno
Fabrizio Quissanga – pai, preto velho
Giovanni Lourenço – aluno, preto velho
Patrícia Adão Marques – Isabel
Ruben Santos – skin Cabeçudo, aluno
Rute Miranda – skin, Elisa, mulher bairro de lata
Estagiários da Escola Gil Vicente:
Diogo Severino – skin Lingrinhas, aluno
Maikel Sani – aluno, preto velho
Vera Ferreira – skin Rosa, colegial